Atendimento Futuro

18 12 2009

Olá,

Venho agora comentar sobre um fato em que muitas pessoas que convivem comigo me dizem que chega a ser maldade o meu pensamento em relação a serviços.

Vou tentar ser bem claro. Utilizei recentemente o termo: “Por isso você está aí me servindo. E eu sendo servido.” Antes que me chamem de arrogante, eu explico. ODEIO SER MAL ATENDIDO.

Um exemplo clássico: Atendimento em fast-food. Você pega uma fila enorme para chegar no caixa e 80% das vezes ser mal atendido, ter o seu lanche trocado… Quem nunca foi reclamar de alguma coisa e o “fornecedor”, no caso o atendente, não trocar ou olhar pra você, soltar um “Hunf” pegar o produto da sua mão e trocar com a maior arrogancia possível.

Pois bem. Pra esses casos eu procuro ajudar as pessoas. E explico o quão ruim é fazer isso. Ajudar.

Ontem, no excelente mini-treinamento de metodologia ágil pela Aspercom o @Rodrigoy disse uma coisa que me fez refletir. Ele falou sobre o trabalho terceirizado, citando como exemplo o serviço (ótimo, diga-se de passagem) do coffe-breake que tivemos.
Com base no que ele disse parei pra pensar que é verdade. A moça responsável por servir não está servindo bem porque gostou da turma. Porque ela sabe que só terá oportunidades se continuar trabalhando, se mostrando satisfeita e mantendo um nível excelente e regular.

Um exemplo comum na minha área: Prestador de serviço te ajuda. Ele vem bem vestido, falando bem, simpático, resolvendo seus problemas na sua empresa. Se um dia eu precisar do mesmo serviço, já tenho um contato. Se um dia eu precisar prestar esse serviço, já tenho um cadidato. Agora repare: Como você, seja lá qual for sua profissão, pode prever que aquele que você está atendendo pode ser seu chefe no futuro ?
Se o mesmo prestador, fizesse seu serviço, meia-boca, mostrasse sua insatisfação, pressa ou má vontade. Quem perde ? Eu ? De jeito nenhum. Sou dono de empresa, procuro outro prestador. Quem sairá perdendo é ele.

O mundo é um ovo de costas. A área de T.I. é uma ervilha.
Digo isso porque hoje você pode ser funcionário de uma empresa, amanhã de outra. Se alguma vez você prestar algum serviço para outra empresa, um cliente, por exemplo, você estará abrindo ou fechando porta para essa empresa. Pense bem no modo como você vai atender seus clientes. Amanhã você pode ser chefe. Amanhã ele pode ser seu chefe.

Um último exemplo pra finalizar: Trabalhei em uma empresa onde tinha ótimo relacionamento com meus superiores, inclusive diretor. Quando saí dessa empresa, deixei as portas abertas, agradeci por tudo e fui para outra empresa. 6 meses depois minha empresa anunciou uma nova diretoria. Essa nova diretoria era composta em 90% pela diretoria da minha antiga empresa. Resultado: Na hora da faca (lista de demissões) eu tive um “ponto-extra”. Já conheciam meu trabalho. Imaginem se eu saio falando mal da empresa ? Se eu mando o meu chefe a merda ? Por San Gennaro, o que não falta é “profissional” fechando portas… O mundo dá voltas….


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